Existe o caos dentro do meu peito,
indo e vindo, igual onda do mar revolto...
na verdade mais indo que vindo.

Na verdade só faço ir,
me abandono para encontrar você,
que não consegue abandonar a si mesmo...

Bem lá no fundo eu entendo,
só consegue sair de si,
sem medo de se entregar
quem conhece de cor
sua própria viagem interior...

Sendo assim eu aguardo sua volta,
sem malas, sem peso,
bem no início da nossa trilha.

Meio andarilha, vou saindo de mim,
tentando sempre entender aos outros
na mais completa infidelidade,
pois, sendo fiel ao meu próprio universo,
admito que não só você, como os outros,
são de outra galáxia,
justo aquela que vivo tentando encontrar.

Antes de amar-te, amor, nada era meu

vacilei pelas ruas e coisas;

nada contava nem tinha nome;

o mundo era do ar que esperava.

E conheci salões cinzentos, túneis habitados pela lua,

hangares cruéis que se despediam,

perguntas que insistiam na areia.

Tudo estava vazio, morto e mudo,

caído, abandonado e decaído,

tudo era inalienavelmente alheio,

tudo era dos outros e de ninguém,

até que tua beleza e tua pobreza

de dádivas encheram o outono.

Antes de tudo

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