Quando elevo meus olhos ao céu
E vejo brancas nuvens, surge sua figura.
A invadir meus pensamentos!

E Em tua face...
A mesma face que um dia vi
A expressão de todo um prazer;
Que em meu ser sentiu de ti!

Bendigo o lugar, onde nos amamos!
Bendigo o tempo que foi cruel
Em não respeitar meu desejo de eternidade...
Bendigo meu puro desejo pelo teu ser...
Bendigo meu coração maldito!

Quantas vezes as brancas nuvens
Trouxe-me você...
Lembranças...
Desejos...
Anseios...

Quantas vezes gritei,
Pensando que o vento levaria minha voz até você!
É vão meu esforço!
Que voz pudera ter tão grande efeito...

Contento-me com a incerteza,
De não saber se de minha carne
Ainda sentes o cheiro...
Ainda lembras o meu húmido desejo por vos;
Contento-me com a incerteza de
Ter sido amada por ti...

Mas lembre-se!
Tua carne devorei...
Teu suor, embriaguei-me!
E de teu sabor...
Em fim, lambuzei-me!

Ao olhar para as brancas nuvens...
A certeza que eu te amei...
E ao olhar para o céu límpido..
Percebo que sozinha fiquei!!

E que nem estes versos,
A você...
Jamais darei!!

Brancas nuvens... amor!

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