Querida,

fiquei um pouco espantado e muito triste com a sua atitude por ocasião do nosso último encontro, pois pensei que você estivesse falando sério quando propôs que nos afastássemos por um tempo, mas mantendo um relação de amizade e, no entanto, você quase me evitou, e nem sequer olhou em meus olhos, como fazem os verdadeiros amigos...
Sabe, sempre confiei e acreditei em você. Durante todo o tempo em que estivemos juntos; durante todo o tempo em que compartilhamos alegrias e tristezas, gratas surpresas e decepções; durante todo o tempo em que comemos do mesmo prato e bebemos do mesmo copo, você nunca me pareceu alguém capaz de trair a confiança do outro, alguém capaz de escamotear sentimentos ou se expressar por meias verdades...
Continuo achando que você é a mesma pessoa íntegra e sincera que eu conheci há muito tempo atrás. No entanto, acredito que você esteja com algum problema ou dúvida que prefere não dividir comigo.
Se você quer que seja assim, assim será; mas você não precisa fugir de mim ou me tratar como a um estranho. Não somos estranhos e é por isso que nunca me agradou a idéia de "dar um tempo", pois a distância e o passar das horas não aliviam as feridas, apenas faz com que nos esqueçamos das dores!
Vamos conversar a respeito, pelo menos para que o nosso próximo encontro casual não seja tão constrangedor? Conto com a sua carinhosa "amizade"!

Um beijo!

Dar um tempo, meu amor?

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