Bebo uma saudade que não me cabe,
Que reflete em lágrimas
E apaga o brilho da constelação
que já foram meus olhos,
em um passado não muito distante.

Aprecio o escuro da noite,
Onde me escondo das artimanhas
das minhas emoções
Um ar de mistério me persegue e,
Caminho sem saber ao certo onde estou

Descuido.

A mudança da fase da lua expõe
Minha face oculta tão escondida
Pela escuridão.

E apesar das incertezas admito,
É hora de recomeçar

E a sombra das minhas curvas se movem lentamente
Na luz do luar e,
Ao dominar meu fingimento

Sigo sem olhar para trás.

Descuido

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