Este é o problema central e máximo da humanidade.

Segundo a escola filosófica de Epicuro, o hedonismo, tanto mais feliz é o homem quanto mais ele possui, tem, goza.

Em suma, a felicidade, segundo os epicureus, depende da posse e plenitude de bens externos.

A escola de Diógenes, cinismo, ensina que a felicidade consiste na vacuidade, renuncia de todos os bens externos.

Ou seja, quanto menos o homem possui ou deseja possuir, tanto mais feliz é ele, porquanto a infelicidade consiste, ou no medo de perder o que possui, ou no desejo não atendido de possuir.

Quem renuncia á posse de bens externos e ao próprio desejo de possuir, ensinam os discípulos de Diógenes, é perfeitamente feliz.

Embora haja elementos de verdade nessas filosofias, tanto Epicuro como Diógenes falharam no ponto central da questão.

A felicidade não consiste nem em possuir nem em não possuir bens externos, mas sim na atitude interna que o homem mantém em face da posse ou da falta desses bens.

O que importa não é aquilo que o homem possui ou não possui, mas sim, o modo como ele se porta diante da posse ou da falta.

Quer dizer, o que é decisivo não é a maior ou menor quantidade objetiva das coisas possuídas, mas a qualidade subjetiva do possuidor.

Esta qualidade, porém, é conquista do próprio homem, e não presente gratuito de circunstâncias fortuitas.

Tudo depende, pois, em última análise, da atitude interna do homem.

Em que consiste a felicidade

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