Não tenho astros para entregar-te
Nem poemas sem pesos de outros já escritos.
Tenho um coração viciado em amor
Nas linhas que dizem de nós.
Na boca um beijo guardado para tua boca
E no corpo segredos teus.
Digo das horas em amores que passam
E em amores que ficam além.
Tento encontrar sentimentos
Que digam o que não sei, o ainda não dito.
Vou com o tempo em tua direção
Na reta que as curvas imprevisíveis
Reconhecem em dias quietos
No brilho da noite afora que faz dia
Nascer da palma da mão.
Visto o branco do dia visto por esquimós
Em perfumes que reconhecem
Damas da noite em florescer.
Tenho pouco, o suficiente para acontecer
Em teu suor que inebria este desejo de ti.
Não tenho astros...
tenho-te amor...

O que eu tenho

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