Era noite e eu te esperava.
Sim,
Eu te esperava meu amor!
Uma espera que não dói
Minutos de pura fantasia,
Eu vendo você chegar,
Teu sorriso me mostrando,
O muito que me querias!

Era noite, mas a Lua
Tão “cheia” estava.
E ela,
Mais que nunca iluminava
Teu caminhar de menina,
Modelando a sua sombra
Numa silhueta de Rainha!

E os meus olhos
Mergulhados dentro dos teus,
Foi resgatar lá no fundo
Todos os amores desejados
Todos os sonhos esperados,
Que te amando agora são meus!

Com carinho, foste tu desvendando
O interior do meu oculto universo,
Como nave feminina explorando,
A masculinidade agora em versos.

O silêncio se fez presente!
São toques são afagos,
São chispas reluzentes,
A iluminar o nosso espaço!

Lábios que experimentam
O sabor cativo de um amor
Agora se entregam umedecidos
Ligando almas em clamor!

Em murmúrios inéditos dum madrigal
Era tanto o amor naquele momento
Que as folhas empurradas pelo vento
Num intento natural e silvestre,
Compunham notas dum Mestre,
Em valsas imorredouras de Strauss.

E veja lá a Lua em festa!
Veja como se manifesta,
Ela não quer deixar para depois!
Num piscar de olhos dourados,
Enviou-nos beijos apaixonados,
Para brindar a noite de nós dois!

E a brisa noturna da madrugada,
Esta tão suave, gentil e educada,
Quer criar um perfume exótico!
E inspirada no odor da tua pele,
Cria fragrâncias jamais conhecidas.
Ela Comparte o néctar que expele,
E Refresca o ar que nos impele,
Em movimentos tão eróticos.

E nos braços de uma Deusa,
Deus fez-me em promessas,
Nos lampejos que te endeusa
Nos desejos que arremessas.

E foi assim que eu te esperava...
Na realidade de uma imaginação
De um sonho que ancorava,
Ao porto seguro do teu coração!

Quando você chegou...

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