Descobri, tarde demais, que você é como uma droga: entorpecente, delirante e viciante. Descobri, tarde demais, que me viciei em você.
Foi tão rápido... Porém foi lento o suficiente para que eu não percebesse.
No começo você era só uma distração, um passatempo, diversão. Mas, conforme os dias passavam você se tornou mais. Transformou-se em parte da minha vida, dos meus sonhos e dos meus anseios. Já não conseguia ficar um dia sem você, sempre queria mais.

Então acabou.
Brigamos, ficamos confusos e você foi embora. E foi aí, bem aí, que percebi realmente os seus efeitos viciantes em mim. Porque, ficar sem você, te ver e não poder te tocar, abraçar ou conversar com você, era muito pior do que eu imaginava.
A minha abstinência de você foi terrível. Doía fundo no peito, me fazia sofrer e querer tudo de volta. Tudo o que fomos juntos. Tudo o que fizemos juntos.
Era demais para suportar, demais para mim... Mas passou. A pior fase se foi. Entretanto, exatamente como uma droga, tenho recaídas e fico tentada. Sinto vontade de ir atrás de você, te buscar, te sentir. Se não me vigio e me contenho irei querer mais. Mais de você, mais de nós dois e do que vivemos juntos, sentimos juntos.
Como os momentos que passamos juntos, sempre em minhas lembranças, você está em mim, sempre presente.

E quando penso, apenas por um segundo, em como era bom ter você, quero mais do que não já não possuo agora. Nossas brigas e reconciliações, nossas risadas juntos (ou você rindo das minhas bobagens e eu das suas), nossos passeios pelo parque e os beijos escondidos. Tudo aquilo que ficou para trás...

Vício de você

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