De um Romântico, no Dia da Mulher

De um Romântico, no Dia da Mulher

Querida,

Você é a mulher mais impressionante,
cativante e sedutora do planeta.
Não apenas por suas qualidades práticas e profissionais,
mas por seu poder de encantar, hipnotizar, entorpecer...
Muitas vezes sonho com as suas mãos tecendo labirintos em meus cabelos,
provocando disposições irregulares em meus neurônios e profundas confusões nas minhas coronárias.

Muitas vezes chego, realmente, a sentir isso.
Será sonho? Ilusão, apenas?

O seu nome mesmo poderia ser apenas mais uma palavra.
E, como tal, poderia assumir qualquer significado ou significado algum.

Num exercício minimalista-dialético-quântico-metafísico, todo homem, coisa, monstro, minhoca, palavra, fonema, nome ou letra é nada; mas pode ser tudo.
E, para a palavra se transformar de nada em tudo, precisa guardar algo além de suas próprias letras.

Assim, você, poderia ser nada; como poderia ser uma Letícia, Laura ou Luciana qualquer.
Mas, você se fez você, para mim, por possuir alma e humanidade inerentes àquelas mãos onde, tenho a certeza, guarda-se o mistério da transformação da angústia em paz.

Dizer que tens mãos-de-fada seria subestimá-la e cair no lugar comum.
Estas, as têm as bordadeiras, enquanto você faz crochet com a minha aorta, como se estivesse a confeccionar um interminável casaco, mais apropriado a uma nova Era do Gelo do que aos vulgares invernos dos trópicos.

Ponto-a-ponto e dia-após-dia posso imaginar as suas mãos no trabalho infindo de enovelar minhas veias e artérias, de modo que o meu coração sempre trabalhe de forma arrítmica.
Pense com calma em tudo o que eu acabo de lhe contar...

Feliz Dia Internacional da Mulher!


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