Teu pecado nasceu em teus olhos
No brilho sedutor de minha alma
Abriras minhas portas e deixara a luz entrar
Cegando meus olhos notunos e reclusos
Mostraste-me o mundo
E todas as maravilhas que nele habita
Despertaste em mim
Alguém inominável
Metade homem, metade fera
Não digas que a morte lhe espera
Pois não terás teu fim em uma fogueira
Pois se já estou condenado
Pelo próprio pensamento
Eu me alimentarei na fonte
E esquecerei o sagrado juramento
Pois os dias também não se tornaram negros de todos
Como diziam os santos de pele oca
O demônio se oculta no sorriso feminino
Que traz a inocência disfarçada de um menino
Para tornar a alma dos homens louca
Zombando assim de sua castidade
E agora, eu lhe condeno a minha santa inquisição
Condeno o brilho de seus olhos
Ao som de sua voz sorrateira
As ondulações de seus cabelos
E até as unhas que em minhas costas cravou
Eu lhe condeno
Sobre esta cama, sobre sua pele nua
Ao peso de meu corpo
A única carne que chamarás de tua
De meu caminho me desviei
E no seu me entreguei
Agora aceite o peso de meu corpo
O cheiro de meu suor
Aceite tudo que tenho de melhor
Nesta santa inquisição
Onde lhe queimo com o fogo do meu coração
E lhe condeno ao sabor de meus lábios
Ao calor do meu abraço
As veias que formam meu corpo
E ao rio que jorro para dentro de você.

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