No bailar das ondas do mar

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No bailar das ondas do mar

Salve, salve,
chama apaixonada!
Entre,
venha incandescer meu
poetrix, agraciado nos braços,
no orvalho, na sede que tenho
em te degustar em quartetos
e sonetos simples, mas soberanos
ao teu divagar!

Dou graças a ti,
soberbo estro destas tardes
descritas em acrobacias poéticas,
lírios no vai-e-vem do tempo
trazendo-te em meigas fragatas,
d’onde te vejo e d’onde te tenho
despida em verbos,
vestida em sedução!

Não basta
o tilintar dos lábios,
quero-te em brandas nuvens,
em seios e portais, no bailar
das ondas mar;
quero-te ainda,
assim meio insana,
totalmente desconcentrada,
nua diva,
crua mulher!

E como se não bastasse
ainda te quero musa,
dos veios e velos, aqui
nesta virgem folha,
escrevendo a paixão, para
acontecer o amor!

Enfim,
digo-te em todas as formas
amo-te e amo-te!


No bailar das ondas do mar

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