Olhos vazios
Bocas famintas
Corpos com frio
Palavras sem nexo
Dias sem futuro
Razão, complexo.
Machucados na carne
Feridas na alma
Dor, pena e loucura
Males sem cura.
O que eles esperam do amanhã?
Como é o sol nascendo entre as nuvens cinzas?
Como é o anoitecer com a lua nascendo entre os prédios?
Olhos virados
Lábios sedentos
Mente que pede
Corpo que fere
Que morre aos poucos
Num prazer perene.
E o que eles esperam do amanhã?
Como é a vida perante seus olhos distorcidos?
Como é viver sabendo que a qualquer momento pode-se morrer?

As cores da vida pintam um quadro de tristeza
E quem está com a razão, quem está sem razão?
Mas será que existe alguma razão
Para um mundo que navega para uma possível realização
de alguma catástrofe bíblica?

Nós caminhamos para um amanhã
Sem vida ou sem compaixão?
E quem sou eu para dizer alguma coisa
Sendo que sou apenas um telespectador
Silencioso
Como um riacho que lágrimas escorrendo
Para um mar de desilusão.

Quem sou, quem é você
O que devo e o que deve esperar
Não julgo e não pode julgar
Tudo que pode e deve, é esperar.

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